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Outubro é o Mês do TDAH: 12 mitos que ainda atrapalham o diagnóstico

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Outubro é o Mês de Conscientização do TDAH. A campanha nasceu em 2004, nos Estados Unidos, e hoje é lembrada em vários países com a cor laranja. O objetivo é simples: trocar a desinformação por conhecimento de qualidade.

E desinformação sobre TDAH não falta. Muita gente ainda acredita que o transtorno é desculpa para preguiça, que só existe em criança agitada ou que foi inventado pela indústria de remédios. Essas ideias parecem inofensivas, mas têm um custo real: fazem adultos passarem décadas sem diagnóstico, culpando a si mesmos por dificuldades que têm explicação e tratamento.

Neste artigo, reunimos 12 mitos sobre TDAH que ainda aparecem em conversas de família, no trabalho e nas redes sociais. Para cada um, você vai ver o que a ciência realmente mostra, em linguagem simples. Se você quer começar pelo básico, vale ler antes o nosso guia sobre o que é TDAH.

Por que os mitos sobre TDAH fazem tanto estrago

O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma condição do neurodesenvolvimento. Isso quer dizer que ele começa na infância e afeta o modo como o cérebro regula a atenção, os impulsos e o nível de atividade. Em muitos casos, essas dificuldades continuam na vida adulta.

Quando alguém acredita em um mito, três coisas costumam acontecer:

  • A pessoa não procura avaliação, porque acha que “isso não é TDAH, é jeito meu”.
  • A família e os colegas julgam, em vez de ajudar, porque enxergam falta de caráter onde existe um transtorno.
  • O tratamento é abandonado, por medo de efeitos que não têm base científica.

Em 2021, a Federação Mundial de TDAH publicou um consenso internacional com mais de 200 conclusões apoiadas por evidências, assinado por pesquisadores de dezenas de países (Faraone et al., 2021). Boa parte das respostas abaixo vem desse documento.

Mito 1: “TDAH foi inventado pela indústria farmacêutica”

Esse é talvez o mito mais antigo. A ideia é que o TDAH seria um rótulo criado para vender remédios.

A história mostra o contrário. Descrições de crianças com desatenção e inquietação persistentes aparecem na literatura médica desde o fim do século XVIII e começo do século XX, muito antes de existir qualquer medicamento específico. Hoje, o TDAH está entre os transtornos mentais mais estudados do mundo, com milhares de pesquisas de genética, neuroimagem e acompanhamento de longo prazo.

O consenso internacional de 2021 afirma, com base nesse volume de estudos, que o TDAH é um transtorno válido, encontrado em todas as regiões do mundo onde foi pesquisado (Faraone et al., 2021). Existir um tratamento com remédio não torna uma condição inventada, assim como a insulina não inventou o diabetes.

Mito 2: “TDAH é coisa de criança, passa quando cresce”

Durante muito tempo, os próprios manuais médicos tratavam o TDAH como um problema infantil. Essa visão mudou.

Estudos que acompanham crianças até a vida adulta mostram que uma parte importante continua com sintomas que atrapalham o dia a dia. Uma revisão que reuniu dados de vários países estimou que cerca de 2,5% dos adultos têm TDAH (Simon et al., 2009). Uma análise mais recente, que considerou adultos com sintomas relevantes independentemente de quando começaram a ser notados, chegou a números ainda maiores (Song et al., 2021).

O que muda com a idade é a aparência dos sintomas. A agitação de correr pela sala vira inquietação interna, a desatenção vira prazos perdidos e contas esquecidas. Por isso tantos adultos só recebem o diagnóstico aos 30, 40 ou 50 anos, como explicamos no artigo sobre diagnóstico tardio de TDAH em adultos.

Mito 3: “É só preguiça ou falta de força de vontade”

Quem tem TDAH escuta isso a vida inteira: “se você quisesse de verdade, conseguiria”. O problema é que querer não é o mesmo que conseguir.

O TDAH afeta as chamadas funções executivas. Elas são as habilidades que o cérebro usa para planejar, começar uma tarefa, manter o foco, lembrar o que precisa ser feito e controlar impulsos. Pense nelas como o “gerente” do cérebro. No TDAH, esse gerente trabalha de forma inconsistente: em alguns dias funciona bem, em outros simplesmente não aparece.

Isso explica por que a mesma pessoa consegue entregar um projeto brilhante numa semana e não consegue responder um e-mail simples na outra. Não é falta de caráter. É uma diferença no funcionamento cerebral, observada em estudos de imagem e de desempenho (Faraone et al., 2021). Tratar o TDAH como preguiça só aumenta a culpa e a vergonha, sem resolver nada.

Mito 4: “Quem tem TDAH não consegue se concentrar em nada”

Se a pessoa passa horas jogando videogame ou mergulhada em um assunto que adora, muita gente conclui: “então não é TDAH”.

Na verdade, o TDAH não é falta de atenção, e sim dificuldade em regular a atenção. A pessoa tem dificuldade de direcionar o foco para o que é importante, mas pouco interessante, e às vezes tem dificuldade de tirar o foco do que é muito interessante. Esse segundo fenômeno é chamado de hiperfoco e vem sendo estudado com mais atenção nos últimos anos (Ashinoff & Abu-Akel, 2021).

Na prática, o cérebro com TDAH funciona melhor com interesse, novidade, urgência ou desafio. Uma reunião longa e repetitiva é um tormento. Um prazo que vence em uma hora pode gerar uma concentração impressionante. Isso não é contradição: é exatamente o padrão esperado.

Mito 5: “TDAH é coisa de menino agitado”

A imagem clássica do TDAH é a de um menino que não para quieto na carteira. Essa imagem existe, mas está longe de ser a única.

Meninas e mulheres costumam apresentar mais sintomas de desatenção do que de hiperatividade. Elas sonham acordadas, perdem objetos, se atrasam, se sobrecarregam e, muitas vezes, compensam com esforço extra e perfeccionismo. Como não atrapalham a aula, passam despercebidas. Um consenso de especialistas europeus apontou que o TDAH em meninas e mulheres é subdiagnosticado e frequentemente confundido com ansiedade ou depressão (Young et al., 2020).

O resultado é que muitas mulheres só descobrem o TDAH na vida adulta, às vezes depois que um filho é diagnosticado. Se esse é o seu caso, o artigo sobre TDAH em mulheres adultas aprofunda o tema.

Mito 6: “A culpa é da criação dos pais”

Pouca coisa machuca mais uma mãe ou um pai do que ouvir que o filho “tem TDAH porque faltou limite”.

A ciência é clara: o TDAH tem forte influência genética. Estudos com gêmeos estimam que cerca de 74% da variação no risco de TDAH se deve a fatores herdados (Faraone & Larsson, 2019). Isso coloca o TDAH entre as condições psiquiátricas mais hereditárias que existem. Por isso é tão comum encontrar vários casos na mesma família.

Isso não quer dizer que o ambiente não importe. Um lar acolhedor, com rotina e regras claras, ajuda muito a lidar com os sintomas. Mas ajudar a lidar é diferente de causar. Falamos mais sobre isso no artigo família e TDAH.

Mito 7: “Açúcar e celular causam TDAH”

O açúcar é um dos vilões favoritos dos mitos sobre TDAH. Uma revisão de estudos controlados, em que nem as crianças nem os pais sabiam se elas tinham consumido açúcar ou adoçante, não encontrou efeito do açúcar sobre o comportamento ou a atenção (Wolraich et al., 1995). A agitação em festas de aniversário tem mais a ver com a festa do que com o brigadeiro.

Com as telas, a história pede mais cuidado. Um estudo que acompanhou adolescentes por dois anos encontrou uma associação pequena entre uso muito frequente de mídias digitais e aumento posterior de sintomas de TDAH (Ra et al., 2018). Mas associação não é causa, e os próprios autores destacam que o efeito foi modesto e que mais estudos são necessários.

O mais provável é que o celular piore a distração de quem já tem dificuldade de regular a atenção, e não que crie o transtorno do zero. O uso excessivo de telas merece atenção por si só, como mostramos em TDAH e vício em telas.

Mito 8: “Virou moda: agora todo mundo tem TDAH”

É verdade que se fala muito mais de TDAH hoje, principalmente nas redes sociais. Também é verdade que o número de diagnósticos em adultos aumentou. Isso significa que o transtorno virou moda?

Um grande estudo coordenado por um pesquisador brasileiro analisou três décadas de pesquisas sobre a frequência do TDAH no mundo. A conclusão: quando os estudos usam os mesmos métodos de avaliação, a porcentagem de pessoas com TDAH não aumentou ao longo do tempo (Polanczyk et al., 2014). O que mudou foi o reconhecimento. Hoje, médicos, psicólogos e as próprias pessoas identificam casos que antes passavam batidos, sobretudo em adultos e mulheres.

Isso não significa que todo diagnóstico seja correto. Há, sim, avaliações apressadas e pessoas se autodiagnosticando por vídeos curtos. A resposta para isso é avaliação de qualidade, e não descrédito do transtorno. Explicamos essa diferença em TDAH em adultos não é moda e em falsos especialistas em TDAH.

Mito 9: “Todo mundo tem um pouco de TDAH”

Quem nunca esqueceu as chaves, perdeu o foco numa reunião chata ou deixou uma tarefa para a última hora? Justamente por isso, muita gente acha que TDAH é só uma versão exagerada do que todo mundo vive.

A diferença está em três pontos: intensidade, frequência e prejuízo. Para o diagnóstico, os sintomas precisam estar presentes desde a infância, aparecer em mais de um ambiente (casa, trabalho, estudos, relacionamentos) e causar prejuízo real na vida da pessoa (American Psychiatric Association, 2022). Esquecer as chaves de vez em quando é normal. Perder empregos, acumular multas, atrasar contas e ver relacionamentos desgastados ano após ano, apesar de muito esforço, é outra história.

Dizer que “todo mundo tem um pouco” minimiza o sofrimento de quem vive com o transtorno. Se você se pergunta onde está essa linha no seu caso, o artigo como saber se tenho TDAH ajuda a organizar as dúvidas antes de uma avaliação.

Mito 10: “Remédio para TDAH vicia e leva às drogas”

O medo de dependência é uma das principais razões para pessoas recusarem ou abandonarem o tratamento. É um medo compreensível, porque os medicamentos mais usados são estimulantes e têm venda controlada.

Mas o que os estudos mostram é diferente do que o senso comum imagina. Uma meta-análise que reuniu pesquisas de acompanhamento de longo prazo concluiu que o tratamento com estimulantes na infância não aumenta o risco de desenvolver problemas com álcool, nicotina, maconha ou cocaína mais tarde (Humphreys et al., 2013). Por outro lado, o próprio TDAH sem tratamento está associado a maior risco de uso problemático de substâncias.

Isso não quer dizer que o remédio seja indicado para todos, nem que possa ser usado sem acompanhamento. A decisão sobre medicação é sempre médica, feita caso a caso. Conheça as opções disponíveis no Brasil no nosso guia de remédios para TDAH.

Mito 11: “TDAH tem cura e passa com o tempo”

Esse mito tem duas partes, e as duas merecem cuidado.

O TDAH não tem cura no sentido de desaparecer de vez após um tratamento. Ele é uma forma de funcionamento do cérebro que acompanha a pessoa ao longo da vida. Estudos de acompanhamento mostram que, na maioria dos casos, os sintomas oscilam: há fases mais tranquilas e fases mais difíceis, influenciadas por mudanças de rotina, estresse, sono e responsabilidades. Apenas uma parte menor das pessoas mantém uma melhora completa e estável ao longo dos anos (Sibley et al., 2022).

A boa notícia é que o TDAH tem tratamento, e ele funciona. Psicoterapia (especialmente a terapia cognitivo-comportamental adaptada para TDAH), estratégias de organização, ajustes no ambiente, atividade física, sono regular e, quando indicado, medicação reduzem muito o impacto dos sintomas. Veja como isso funciona na prática em tratamento do TDAH em adultos.

Mito 12: “TDAH é inofensivo, só atrapalha um pouco”

Por ser um transtorno “invisível”, o TDAH costuma ser tratado como algo leve. Os dados mostram que ele merece ser levado a sério.

Um estudo dinamarquês que acompanhou quase 2 milhões de pessoas encontrou uma taxa de mortalidade cerca de duas vezes maior entre pessoas com TDAH, explicada principalmente por acidentes (Dalsgaard et al., 2015). Outras pesquisas associam o TDAH não tratado a mais acidentes de trânsito, dificuldades financeiras, problemas no trabalho e maior risco de ansiedade e depressão.

Esses números não existem para assustar, e sim para mostrar que diagnóstico e tratamento fazem diferença. Aprofundamos esse ponto no artigo sobre TDAH e expectativa de vida.

Resumo: mito ou verdade?

MitoO que a ciência mostra
TDAH foi inventadoÉ um dos transtornos mais estudados do mundo
É coisa de criançaEm muitos casos continua na vida adulta
É preguiçaEnvolve dificuldade nas funções executivas
Não se concentra em nadaA dificuldade é regular a atenção, não ter atenção
É coisa de meninoMulheres são subdiagnosticadas
É culpa dos paisA genética tem peso muito alto
Açúcar e celular causamAçúcar não causa; telas podem piorar a distração
Virou modaA frequência é estável; o reconhecimento aumentou
Todo mundo tem um poucoO diagnóstico exige prejuízo real e persistente
Remédio viciaTratamento não aumenta risco de dependência
Passa com o tempoOs sintomas oscilam, mas o tratamento funciona
É inofensivoSem tratamento, aumenta riscos importantes

O que fazer depois de conhecer esses mitos

Se você se reconheceu em vários pontos deste artigo, o primeiro passo não é se autodiagnosticar, e sim buscar uma avaliação com um profissional especializado. O diagnóstico de TDAH é clínico: envolve entrevista detalhada, histórico desde a infância, escalas validadas e, quando necessário, avaliação neuropsicológica. Ele também precisa descartar outras condições que podem se parecer com TDAH, como ansiedade, depressão e problemas de sono.

Algumas atitudes ajudam a aproveitar o Mês do TDAH de forma útil:

  • Compartilhe informação de qualidade. Um artigo baseado em pesquisas vale mais do que dez vídeos de 30 segundos.
  • Questione frases prontas. Quando ouvir “isso é preguiça” ou “todo mundo tem um pouco”, lembre que existe ciência por trás do tema.
  • Desconfie de soluções milagrosas. Testes rápidos online, suplementos “que curam TDAH” e promessas de diagnóstico em uma consulta de 10 minutos não substituem uma avaliação cuidadosa.
  • Seja gentil com você mesmo. Muitos adultos com TDAH carregam anos de culpa por dificuldades que nunca foram falta de esforço.

O TDAH não define quem você é, mas entender como ele funciona pode mudar a forma como você vive. E isso começa por deixar os mitos para trás.

Quer uma avaliação especializada? Conheça o atendimento do psicólogo e neuropsicólogo Carlos Almada (CRP 07/42096), especialista em TDAH em adultos, em especialistaemtdah.com.br.

Perguntas frequentes sobre mitos do TDAH

Por que outubro é o Mês do TDAH?

Outubro foi escolhido pelas associações internacionais de TDAH para campanhas de conscientização. A iniciativa começou em 2004 e hoje é lembrada em vários países, com a cor laranja como símbolo.

TDAH existe mesmo ou é invenção?

Existe. O TDAH é reconhecido pelos principais manuais de diagnóstico do mundo e é um dos transtornos mais estudados da psiquiatria e da psicologia, com evidências de genética, neuroimagem e estudos de longo prazo.

Adulto pode descobrir que tem TDAH?

Sim. Muitos adultos recebem o diagnóstico depois dos 30 anos, principalmente mulheres e pessoas que compensaram os sintomas com muito esforço durante a infância e a adolescência. Os sintomas precisam ter começado na infância, mesmo que só tenham sido percebidos depois.

Quem tem TDAH é menos inteligente?

Não. O TDAH aparece em pessoas com qualquer nível de inteligência. Pessoas muito inteligentes inclusive costumam ter o diagnóstico atrasado, porque conseguem compensar as dificuldades por mais tempo. Veja mais em TDAH em adultos inteligentes.

Remédio para TDAH muda a personalidade?

Quando a dose e a medicação estão adequadas, a pessoa não deve se sentir “outra pessoa”. Mudanças de humor, apatia ou sensação de estar “apagado” são sinais de que o tratamento precisa ser revisto com o médico.

Um teste online pode confirmar TDAH?

Não. Questionários online podem ajudar a levantar suspeitas, mas o diagnóstico só pode ser feito por um profissional habilitado, com avaliação clínica completa.

Referências

American Psychiatric Association. (2022). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed., text rev.). https://doi.org/10.1176/appi.books.9780890425787

Ashinoff, B. K., & Abu-Akel, A. (2021). Hyperfocus: The forgotten frontier of attention. Psychological Research, 85(1), 1–19. https://doi.org/10.1007/s00426-019-01245-8

Dalsgaard, S., Østergaard, S. D., Leckman, J. F., Mortensen, P. B., & Pedersen, M. G. (2015). Mortality in children, adolescents, and adults with attention deficit hyperactivity disorder: A nationwide cohort study. The Lancet, 385(9983), 2190–2196. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(14)61684-6

Faraone, S. V., Banaschewski, T., Coghill, D., Zheng, Y., Biederman, J., Bellgrove, M. A., et al. (2021). The World Federation of ADHD International Consensus Statement: 208 evidence-based conclusions about the disorder. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 128, 789–818. https://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2021.01.022

Faraone, S. V., & Larsson, H. (2019). Genetics of attention deficit hyperactivity disorder. Molecular Psychiatry, 24(4), 562–575. https://doi.org/10.1038/s41380-018-0070-0

Humphreys, K. L., Eng, T., & Lee, S. S. (2013). Stimulant medication and substance use outcomes: A meta-analysis. JAMA Psychiatry, 70(7), 740–749. https://doi.org/10.1001/jamapsychiatry.2013.1273

Polanczyk, G. V., Willcutt, E. G., Salum, G. A., Kieling, C., & Rohde, L. A. (2014). ADHD prevalence estimates across three decades: An updated systematic review and meta-regression analysis. International Journal of Epidemiology, 43(2), 434–442. https://doi.org/10.1093/ije/dyt261

Ra, C. K., Cho, J., Stone, M. D., De La Cerda, J., Goldenson, N. I., Moroney, E., Tung, I., Lee, S. S., & Leventhal, A. M. (2018). Association of digital media use with subsequent symptoms of attention-deficit/hyperactivity disorder among adolescents. JAMA, 320(3), 255–263. https://doi.org/10.1001/jama.2018.8931

Sibley, M. H., Arnold, L. E., Swanson, J. M., Hechtman, L. T., Kennedy, T. M., Owens, E., et al. (2022). Variable patterns of remission from ADHD in the Multimodal Treatment Study of ADHD. American Journal of Psychiatry, 179(2), 142–151. https://doi.org/10.1176/appi.ajp.2021.21010032

Simon, V., Czobor, P., Bálint, S., Mészáros, Á., & Bitter, I. (2009). Prevalence and correlates of adult attention-deficit hyperactivity disorder: Meta-analysis. British Journal of Psychiatry, 194(3), 204–211. https://doi.org/10.1192/bjp.bp.107.048827

Song, P., Zha, M., Yang, Q., Zhang, Y., Li, X., & Rudan, I. (2021). The prevalence of adult attention-deficit hyperactivity disorder: A global systematic review and meta-analysis. Journal of Global Health, 11, 04009. https://doi.org/10.7189/jogh.11.04009

Wolraich, M. L., Wilson, D. B., & White, J. W. (1995). The effect of sugar on behavior or cognition in children: A meta-analysis. JAMA, 274(20), 1617–1621. https://doi.org/10.1001/jama.1995.03530200053037

Young, S., Adamo, N., Ásgeirsdóttir, B. B., Branney, P., Beckett, M., Colley, W., et al. (2020). Females with ADHD: An expert consensus statement taking a lifespan approach providing guidance for the identification and treatment of attention-deficit/hyperactivity disorder in girls and women. BMC Psychiatry, 20, 404. https://doi.org/10.1186/s12888-020-02707-9

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Carlos Almada Psicólogo / Neuropsicólogo
Carlos Almada Psicólogo / Neuropsicólogohttps://www.tdahbrasil.com.br
Carlos Almada | Psicólogo e Neuropsicólogo (CRP 07/42096) é especialista no diagnóstico e tratamento de TDAH em adultos. Fundador do portal TDAH Brasil, atua com psicoterapia baseada em evidências, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), neuropsicologia e avaliação psicológica voltadas ao funcionamento executivo, procrastinação, regulação emocional e impulsividade em adultos com TDAH. Realiza atendimento online para pacientes em todo o Brasil e exterior.
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